Ao término da 9ª rodada do nacional de futebol, o Corithians segue líder, com uma campanha invejável e inemaginável há 2 meses atrás, quando teve início o Brasileirão. Chegou a sua 7ª vitória em 8 jogos, segue invicto, e nessa rodada venceu por 1 a 0 o Atlético-GO fora de casa, uma missão longe de ser fácil.
E foi nesse jogo o lance que gerou mais polêmica na rodada: A defesa de joelho do goleiro corinthiano Júlio César. E por mais câmeras que as emissoras de TV espalham pelo campo, nenhuma foi capaz de mostrar com clareza se a bola entrou ou não. Para mim não entrou, baseado na posição do pé direito do goleiro, que estava sobre a linha quando a bola toca em seu joelho direito. Se o pé estava fora, pela posição da perna, o joelho também estava. No mais, o Corinthians levou o jogo em "banho-maria", até Danilo colocar William na cara do gol para marcar o tento da vitória alvi-negra.
No Engenhão, pelo futebol mostrado até o momento e pelos desfalques, o Fluminense estava em desvantagem diante do rival Flamengo, vice-líder do nacional e invicto. Mas na prática a coisa foi diferente, o Fluminense teve bom volume de jogo, mas sentiu falta do seu camisa 9 pra empurrar a bola pra rede, bola que por várias vezes pipocou na área do goleiro Felipe. E o castigo foi dolorido, pois o Flamengo aproveitou um de seus poucos momentos de superioridade no jogo e fez 1 a 0 com Williams de cabeça, decretando a vitória.
Antes porém, no sábado, veio a supresa. O jogo com um resultado que te faz pensar como o futebol tem variáveis que vão muito além dos 11 contra 11.
O São Paulo, sem Carpegiani mas com Milton Cruz como provisório, foi o tempo todo superior ao Cruzeiro e venceu por 2 a 1. Rivaldo no auge de seus 39 anos teve a chance de começar jogando e foi muito bem, assim como todo o time. A vitória quebra a péssima sequência de derrotas, freia a arrancada do Cruzeiro do papai Joel, e ameniza a crise no Morumbi.
Fiquei surpreso com a vitória? Sim, fiquei, pois a sequência dos 2 times nas últimas 4 rodadas indicava o Cruzeiro como favorito. Mas o que me surpreendeu mais foi a postura do São Paulo em campo: todo mundo correndo, ligado, focado, enfim, um time bem diferente das últimas rodadas. Ou o Milton Cruz vai dar palestras com o título "Como super-motivar sua equipe em 72 horas", ou aquela postura das rodadas anteriores era proposital. Já ouviu falar em time querendo derrubar técnico? Eu já, e não é de hoje.
No Pacaembu, o Palmeiras ainda sem Kléber (que vive a novela envolvendo o Flamengo) não teve piedade do Santos, e aplicou-lhe um belo 3 a 0 ainda no primeiro tempo, extendendo o tabu entre as equipes. Tudo bem que o Santos está sem Neymar, Ganso e Elano, mas uns 3 em seleções de base, mas 3 a 0?
To achando que essa ressaca pós-libertadores tá durando demais... Até porque no Pacaembu a defesa foi a mesma da final da Libertadores, também tinha o Arouca, o Borges. Não era o time B do Santos que andou tropeçando nas primeiras rodadas, quando o time ainda decidiu a Liberta...
No mais, o Grêmio acordou e venceu o Coxa por 2 a 0, o Vasco venceu bem o embalado Inter pelo mesmo placar, assim como o Galo também fez 2 em cima do América-MG, dando sobrevida ao Dorival Jr no comando do time.
Empates entre Botafogo e Bahia (e esse Élkeson continua comendo a bola), ficando no 1 a 1, mesmo placar de Figueirense e Ceará. E no duelo dos desesperados e lanternas, Atlético-PR e Avaí, prevaleceu a incompetência de ambos: 0 a 0.
No Cartola a sensação foi de frustração. Após fazer quase 40 pontos no sábado só com 3 jogadores, o domingo foi fraquíssimo, e terminei com 78 pontos. Foi bom, mas dava pra ser melhor.