Fazia tempo que eu não cochilava assistindo um jogo de futebol. E olha que em campo estavam os jogadores do momento no Brasil, Neymar e Ganso, além de nomes como Robinho, Alexandre Pato e etc. Mas dormi, no meio do segundo tempo, de tão chato que o jogo ficou. E pelo que vi no VT do jogo, não perdi nada ao tirar a soneca, porque o Brasil conseguiu ser mais ineficiente na etapa final do que no 1º tempo.
E o que mais me irritou no empate sem gols com a Venezuela foi o excesso, mas o exagerado excesso de preciosismo na construção e na finalização das jogadas. Neymar e Cia estavam jogando para as câmeras, não queriam fazer gol, queriam fazer gol bonito. E essa frescura (a palavra certa é essa) foi o que impediu que o Brasil fizesse pelo menos 2 gols na 1ª etapa. Pato deixou Robinho de frente pro gol logo no começo do jogo, mas a "jóia" santista ao invés de fazer o simples, quis cortar para a esquerda pra limpar os dois marcadores que chegavam, e perdeu a bola. No único momento que o Brasil foi objetivo, Pato carimbou o travessão, porque dominou e chutou, não quis driblar a zaga toda da Venezuela e fazer o gol de bunda.
Minha dúvida é: Eles estavam jogando desse jeito porque o adversário era a Venezuela, e pensavam que seria fácil, que uma hora o gol ia sair? Ou será que o Mano não tem pulso pra frear essa vaidade explícita desses jogadores?
No Santos, depois que Muricy chegou, Neymar além de mais disciplinado, ficou bem mais objetivo. Decisivo principalmente.
Essa Copa América está cheia de resultados estranhos, a Argentina conseguiu empatar seus dois jogos, o Uuruguai também, agora cabe ao último dos "favoritos" fazer valer esse status, mas a parada vai ser bem mais difícil porque o adversário é o perigoso Paraguai.
Sempre gostei do Mano no Corinthians, achei que lá ele controlou muito bem jogadores medalhões e tinha o grupo na mão. Na seleção, por mais que ele diga nas entrevistas que pede mais objetividade do time, na prática ninguém se preocupou com isso. Afinal, que é que manda lá?
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