A 28ª rodada do campeonato brasileiro foi marcada por jogos emocionantes, gols, polêmicas de arbitragem, e seus resultados foram sob medida para um time em especial: O Corinthians, que volta a ser líder e depender apenas de si mesmo para ser campeão.
Tudo começou na quarta-feira, no jogo antecipado da rodada entre Cruzeiro e São Paulo, em MG. O Tricolor tinha a chance de se tornar líder, aproveitando o momento instável do time azul de BH, mas não foi bem isso o que aconteceu.
Luís Fabiano, em seu 2º jogo neste Brasileirão, teve a chance de marcar seu 1º gol nesta volta ao São Paulo, já que o juiz marcou um pênalti inexistente a favor do time paulista, e Rogério Ceni deixou que ele batesse. Mas fazendo justiça, já que não houve a penalidade, o goleiro Fábio defendo a cobrança do Fabuloso.
E o castigo veio na sequência com Keirrison. 1x0 Cruzeiro. O São Paulo porém mostrou força de reação, empatou o jogo e conseguiu a virada, no começo da 2ª etapa. Mas não era dia do time de Adílson Batista. O Cruzeiro foi buscar o empate novamente. A essa altura o jogo era ótimo, e ficou mais emocionante quando o time paulista fez o terceiro. Resolvido certo?
Que nada, o Cruzeiro valente mais um vez arrancou o empate. Que jogo!
E os resultados continuaram ajudando o Corinthians...
O Botafogo vacilou diante do Bahia em casa (mandou o jogo em São Januário), e mesmo tendo um jogador a mais desde o 1º tempo, não conseguiu se impor como costuma fazer quando é mandante, e ficou no 2x2 com os bahianos.
Fluminense e Flamengo fizeram um baita clássico. Ambos com 44 pontos, os times brigavam para entrar na luta do G4, e a partida foi uma loucura. O Fluminense vencia até os 41' do 2º tempo. Aí o argentino Botinelli resolveu mudar a história do jogo: o juiz marcou uma falta (bem duvidosa diga-se) na intermediária ofensiva do Flamengo. Tudo indicava, inclusive a lógica, que a bola deveria ser alçada na área, na famosa tática "seja o que Deus quiser!".
Mas o argentino que havia entrado em campo 10 minutos antes, bateu a falta direto pro gol. Uma pancada de longe, mas com muito veneno, que bateu no travessão,nas costas (bunda) do goleiro Diego Cavalieri e entrou. Um gol de empate que já era heróico, mas que não era o último do jogo.
Botinelli ainda teve tempo para mais um chute de longe, aos 44', pra marcar o gol da virada e enlouquecer o Engenhão. o final do jogo foi uma zona: teve confusão envolvendo jogadores e comissão técnica do Fluminense, revoltados com o juiz, empurra-empurra, teve até cusparada do He-Man no Renato Abreu, uma baixaria só...
E o Vasco. Entrou em campo diante do Inter no RS sabendo que a missão não era simples, mas a fase é boa. Pelo menos era. Pois o Inter jogou com autoridade e não deu espaço para o time do Vasco, e com gols bem estranhos fez 3x0 em cima do time carioca.
Era a grande chance do Corinthians voltar a ponta da tabela, e o time entrou em campo contra o Atlético-GO sabendo de todos esses resultados. E parece que isso motivou o time de Tite, que voou no 1º tempo e fez 3x0 com autoridade. Na 2ª etapa o time administrou a situação, e a melhor parte da etapa final ficou por conta da estreia de Adriano com a camisa 10 alvi-negra, para delírio dos 36 mil corinthianos que lotaram o Pacaembu para vê-lo.
Ele não fez muita coisa, entrou faltando 10 minutos, de 3 ou 4 toques na bola e teve uma grande chance de gol depois de passe de Ramirez, mas faltou perna e sobrou peso pra chegar na bola. Ele ainda precisa pegar ritmo...
Nos demais jogos, o Santos venceu o clássico contra o Palmeiras por 1x0 em um jogo bem chato e sonolento. Pra variar, Borges fez o gol. Artilheiro isolado com 20 gols.
E a vida dos mineiros foi dura mais uma vez. Depois do empate do Cruzeiro, que o mantem bem perto da zona da degola, Atlético-MG e América-MG se enfrentaram no clássico do desespero, que teve o resultado mais emblemático possível para o momento dos times: 0x0.
No cartola até que a rodada foi boa, principalmente levando em consideração um time montado em 10 minutos: 86 pts.
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